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Projeto que proíbe ruas com nomes iguais avança na Câmara com relatoria de Julio Cesar

Medida busca reduzir confusões em endereços e prevê prazo para municípios adequarem logradouros com nomes idênticos ou muito semelhantes

Projeto que proíbe ruas com nomes iguais avança na Câmara com relatoria de Julio Cesar
Imagem ilustrativa

Uma situação aparentemente simples, mas capaz de causar problemas para moradores, empresas, entregadores e até serviços públicos, entrou na pauta da Câmara dos Deputados: ruas diferentes com nomes iguais ou muito parecidos dentro de uma mesma cidade.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou proposta que pretende impedir essa duplicidade nos municípios brasileiros. O texto teve como relator na comissão o deputado federal pelo Distrito Federal Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF).

O que muda na prática?

A proposta altera a Lei nº 6.454/1977 e estabelece que diferentes logradouros de um mesmo município não poderão receber denominações idênticas ou muito semelhantes.

O objetivo é tornar os endereços mais claros e evitar situações em que duas ruas, avenidas, praças ou outros logradouros possam ser confundidos.

Para as cidades que já possuem esse problema, o texto aprovado estabelece prazo de até um ano para adequação após a publicação da nova norma.

Moradores e empresas localizados nas áreas que tiverem o endereço alterado deverão ser comunicados. As mudanças também precisarão ser divulgadas pela internet e por outros canais de comunicação.

Já os órgãos públicos terão 180 dias para atualizar os endereços em seus registros.

Julio Cesar foi relator na CCJ

Na Comissão de Constituição e Justiça, Julio Cesar Ribeiro recomendou a aprovação do substitutivo apresentado anteriormente pela Comissão de Desenvolvimento Urbano ao Projeto de Lei 6.035/2023, de autoria do ex-deputado Ronaldo Nogueira.

O parlamentar do DF realizou correções técnicas no texto e considerou a proposta constitucional.

Segundo Julio Cesar, a matéria envolve direito urbanístico e está dentro das competências legislativas previstas constitucionalmente, não havendo impedimento para que a proposta avance.

Uma mudança simples que pode facilitar serviços

Embora a discussão envolva a nomenclatura das ruas, os efeitos podem chegar ao cotidiano da população.

Endereços semelhantes podem gerar confusão em correspondências, entregas, cadastros e deslocamentos. A identificação precisa de um endereço também é especialmente relevante para serviços que precisam localizar rapidamente um imóvel.

A proposta cria, portanto, uma regra nacional para tentar impedir que novas duplicidades sejam criadas e estabelece um caminho para corrigir situações já existentes.

Projeto ainda não virou lei

A aprovação na CCJ não significa que a regra já esteja valendo.

A proposta tramitou em caráter conclusivo na Câmara dos Deputados e poderá seguir para análise do Senado Federal, desde que não seja apresentado recurso para que o texto seja analisado pelo Plenário da Câmara.

Somente após a conclusão de todas as etapas do processo legislativo e eventual sanção é que as novas regras poderão entrar em vigor.

O avanço da proposta coloca Julio Cesar, que representa o Distrito Federal na Câmara, diretamente na análise de uma medida que poderá produzir efeitos nos municípios de todo o país.

Aconteceu em Brasília? Saiu no DF.

Fonte das informações: Agência Câmara de Notícias.

Fonte original: Saiu no DF

Fontes consultadas

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