Dia Nacional do Voluntariado: bons exemplos estão por perto
por AML —

por AML —
publicado 28/08/2026
Um café da manhã servido aos domingos. Enxovais feitos à mão. Uma tarde para brincar com crianças de um abrigo. Uma rede que mobiliza mais de 100 pessoas. As formas de ajudar são diferentes, mas têm algo em comum: tempo e disposição dedicados ao cuidado com o próximo. Neste 28 de agosto, Dia Nacional do Voluntariado, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) apresenta histórias de servidoras que conciliam o trabalho com diferentes ações voluntárias. Instituída pela Lei nº 7.352/85, a data reconhece uma prática que alcança crianças, gestantes, idosos, pessoas hospitalizadas e famílias em situação de vulnerabilidade. São bons exemplos que estão por perto e mostram que a experiência pode transformar não apenas quem recebe a ajuda, mas também o cotidiano e o próprio profissional. Faz bem para quem ajuda Há 12 anos, a servidora Janny Toyoshima dedica as manhãs de domingo à Comunidade Amor e Luz, na expansão de Samambaia. O grupo oferece café da manhã, atividades para adultos e crianças, cestas básicas e aulas de xadrez. “Pode parecer contraditório, mas esse trabalho voluntário é um momento de descanso. Acredito que me tornei uma pessoa mais compreensiva com relação às diferenças entre as pessoas”, explica. A servidora Ana Cláudia Valente, da Associação Juntos pelo Bem (AJB), também percebe os efeitos da experiência. O grupo arrecada e distribui alimentos, roupas, itens escolares e outros. “O voluntariado exercita nossa empatia, a escuta ativa, a resiliência e a capacidade de trabalhar em equipe em prol de um propósito maior. Isso reflete positivamente em todas as áreas da nossa vida, inclusive no ambiente profissional”, completa. Ofícios que aproximam Para a oficiala de Justiça Andréia Amorim, solidariedade também se faz com agulhas e linhas. Ela participa da Associação Arte Caridade, que produz peças de crochê, tricô e costura para gestantes e bebês em situação de vulnerabilidade, pessoas hospitalizadas e idosos. “Na minha atividade profissional, tenho acesso a muitas situações de vulnerabilidade social. Poder contribuir para amenizar dificuldades me faz sentir parte de uma corrente amorosa de doações e cuidados”, declara. A oficiala de Justiça Danielle Rego escolheu doar presença e tempo. Todo mês, ela visita um abrigo na Ceilândia para brincar com as crianças. O desejo era de doar mais do que bens materiais. Agora, a experiência repercute na vida pessoal e no trabalho. “No dia a dia, lido com pessoas e com conflitos. Ser voluntária me ajudou a ser mais empática e a ampliar a capacidade de compreender quem está do outro lado”, afirma. Em 2016, a servidora Michella Martins deu início ao grupo Por que Ajudar Faz Bem. O nascimento do filho Daniel, que tem síndrome de Down, foi o motivo para mobilizar outras pessoas em ações sociais. Hoje, mais de 100 voluntários participam da rede, a maioria é composta por servidores(as) do TJDFT. O grupo arrecada dinheiro, roupas, sapatos, utensílios domésticos, brinquedos e outros itens. “Acredito que esse exercício de voluntariado torna o trabalho dos servidores mais humanizado. Fica mais fácil se colocar no lugar do jurisdicionado”, completa. Voluntariado no TJDFT Quem deseja transformar a vontade de ajudar em ação também pode participar da Rede Solidária Anjos do Amanhã, programa de voluntariado da área da Infância e da Juventude do TJDFT. A Rede mobiliza pessoas e instituições em ações destinadas a crianças e adolescentes atendidos pela Justiça do Distrito Federal, contribuindo para iniciativas de proteção, inclusão e garantia de direitos.
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Fonte original: Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT)

