Rede Solidária celebra Dia do Psicólogo com roda de conversa sobre atuação voluntária
por Secom —

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publicado 28/08/2026
Em comemoração ao Dia do Psicólogo e ao Dia Nacional do Voluntariado, celebrados em 27 e 28/8 respectivamente, a Rede Solidária Anjos do Amanhã (RSAA) do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (RSAA/TJDFT) reuniu psicólogas voluntárias para uma roda de conversa. O encontro foi realizado no Fórum da Infância e da Juventude do Distrito Federal nessa quinta-feira, 27. A programação contou com troca de experiências sobre o atendimento de crianças, adolescentes e famílias e marcou a criação de um espaço de diálogo periódico entre as profissionais. Na abertura, a supervisora da Rede, Rebecca Ferreira, explicou que o encontro uniu as duas datas para reconhecer a contribuição das profissionais que oferecem tempo, conhecimento e experiência ao público atendido pelo Anjos do Amanhã. Segundo a supervisora, muitas das famílias encaminhadas ao programa vivenciam situações de violência, violações de direitos e outras vulnerabilidades que demandam acompanhamento especializado. Nesse contexto, a Rede atua justamente na conexão entre essas necessidades e profissionais dispostos a oferecer atendimento voluntário. Participaram da atividade psicólogas voluntárias; a assessora-chefe da Coordenação da Infância e da Juventude do TJDFT, Luana Pinheiro; a assessora-chefe substituta, Flávia Fonteles; a supervisora da Rede Solidária, Rebecca Ferreira; o supervisor substituto, Márcio Alves Sousa; e a servidora Karina Gurgel. Desafios e oportunidades Durante a roda de conversa, as psicólogas compartilharam casos atendidos, dificuldades, acertos e situações encontradas no trabalho voluntário. A psicóloga voluntária Rejane Ribeiro falou sobre os desafios do atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade e de violação de direitos. “Costumo dizer que é importante que a gente não desista das pessoas em contexto socioassistencial. É um trabalho de resistência”, afirmou. Rejane também destacou a importância do acesso a referências técnicas sobre temas como acolhimento, adoção e medidas socioeducativas, que ajudam os profissionais a conhecer melhor os serviços da rede e a orientar os beneficiários sobre direitos e recursos disponíveis para suas diferentes necessidades. Sobre o trabalho desenvolvido pela RSAA, resumiu que "o trabalho de vocês é muito bonito. São pessoas que não medem esforços.” A servidora Karina Gurgel chamou a atenção para uma das dimensões centrais do voluntariado: a disponibilidade para acolher e escutar. “O tempo é o que temos de mais valioso, e vocês estão doando esse tempo para outra pessoa, oferecendo acolhimento e uma escuta muito significativa, pois muitos foram abandonados, estão vulneráveis e hoje têm esse olhar atento de vocês semanalmente”, destacou. A assessora-chefe da CIJ, Luana Pinheiro, agradeceu às psicólogas e ressaltou a importância dessa contribuição para o acompanhamento de crianças e adolescentes. “É fundamental contar com esse apoio de vocês, que se debruçam sobre todas as nuances dos casos das crianças e dos adolescentes. Dessa conversa, já surgiram várias ideias para atrelar os projetos a ações concretas na vida desses jovens”, comentou. De acordo com a supervisora Rebecca, a proposta é manter encontros mensais de intervisão (troca de experiência entre profissionais) para discutir os casos, buscar direcionamentos e apoio entre os profissionais. Além disso, esses momentos ajudarão a integrar a equipe de psicólogos e as equipes técnicas das instituições de acolhimento e das unidades socioeducativas.
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Fonte original: Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT)


