s√°bado, dezembro 9, 2023
In√≠cio ¬Ľ Vacina contra covid ser√° inclu√≠da no Programa Nacional de Imuniza√ß√Ķes

Vacina contra covid ser√° inclu√≠da no Programa Nacional de Imuniza√ß√Ķes

Vacinação anual passa a valer a partir de 2024

por Ricardo Souza
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A partir de 2024, a dose da vacina contra a covid-19 passar√° a fazer parte do Programa Nacional de Imuniza√ß√Ķes (PNI). A recomenda√ß√£o do Minist√©rio da Sa√ļde √© que estados e munic√≠pios priorizem crian√ßas de 6 meses a menores de 5 anos e grupos com maior risco de desenvolver formas graves da doen√ßa: idosos; imunocomprometidos; gestantes e pu√©rperas; trabalhadores da sa√ļde; pessoas com comorbidades; ind√≠genas, ribeirinhos e quilombolas; pessoas em institui√ß√Ķes de longa perman√™ncia e trabalhadores; pessoas com defici√™ncia permanente; pessoas privadas de liberdade; adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas; funcion√°rios do sistema de priva√ß√£o de liberdade; e pessoas em situa√ß√£o de rua.

‚Äú√Č uma mudan√ßa importante, alinhada com a Organiza√ß√£o Mundial da Sa√ļde [OMS], em que a vacina contra a covid-19 passa a incorporar o nosso Programa Nacional de Imuniza√ß√Ķes. Durante a pandemia, foi criado um programa paralelo, para operacionaliza√ß√£o da vacina contra a covid-19, fora do nosso programa nacional. O que fizemos este ano foi trazer a vacina contra a covid-19 para dentro do Programa Nacional de Imuniza√ß√Ķes. A vacina passa a ser recomendada no calend√°rio de crian√ßas. Para todas as crian√ßas nascidas ou que estejam no Brasil, com idade entre 6 meses e menores de 5 anos, a vacina passa a ser obrigat√≥ria no calend√°rio vacinal‚ÄĚ, destacou a secret√°ria de Vigil√Ęncia em Sa√ļde e Ambiente do minist√©rio, Ethel Maciel.

‚ÄúAl√©m disso, alinhados com a recomenda√ß√£o da Organiza√ß√£o Mundial da Sa√ļde recente, a gente passa a incorporar a dose no calend√°rio anual de vacina√ß√£o para grupos priorit√°rios. Aqui no Brasil, ampliamos um pouco o grupo que a OMS recomenda, que √© mais restrito. Vamos, na campanha de 2024, manter os mesmos grupos de 2023. Essas s√£o as duas mudan√ßas fundamentais‚ÄĚ, explicou.

A secret√°ria lembrou ainda que a vacina bivalente segue dispon√≠vel em todo o pa√≠s, e recomendou que quem ainda n√£o recebeu a dose este ano busque a imuniza√ß√£o. ‚ÄúA vacina vai ser anual. Se a pessoa tomou a dose deste ao, j√° est√° com a dose em dia. Essa √© a recomenda√ß√£o da Organiza√ß√£o Mundial da Sa√ļde agora, dose anual‚ÄĚ.

Demais grupos

‚ÄúComo sempre fazemos em outras campanhas, abrimos para grupos priorit√°rios e, depois, havendo sobra de vacina, a gente abre para os demais. Essa tem sido sempre a recomenda√ß√£o do Minist√©rio da Sa√ļde. A gente vai focar nos priorit√°rios porque o principal foco da doen√ßa agora, no mundo inteiro, √© diminui√ß√£o de gravidade, hospitaliza√ß√£o e √≥bito‚ÄĚ, destacou Ethel.

‚ÄúTemos j√° elementos muito robustos e contundentes que indicam a seguran√ßa e a efetividade da vacina. No Brasil, t√≠nhamos 4 mil pessoas morrendo todos os dias por covid. Hoje, temos 42. Essa √© a maior prova da efetividade da vacina‚ÄĚ.

‚ÄúPara os adultos em geral, pessoas que s√£o imunocompetentes, como n√≥s falamos quando n√£o h√° uma doen√ßa de base, as doses que voc√™ tomou ainda te protegem. Voc√™ ainda tem prote√ß√£o contra a gravidade da doen√ßa‚ÄĚ, acrescentou. ‚ÄúA gente tem a infec√ß√£o respirat√≥ria, mas a gente n√£o tem a gravidade da doen√ßa. As vacinas tamb√©m protegem contra a covid longa, os estudos j√° mostram isso. Ent√£o, para os adultos imunocompetentes, a gente n√£o precisaria de uma nova dose at√© o momento. Lembrando que √© uma doen√ßa nova. Se surge uma nova variante que tem um escape das vacinas que temo, a gente precisa sempre mudar nossas recomenda√ß√Ķes‚ÄĚ.

Covid longa

A pasta informou que j√° contratou um estudo nacional de base populacional para entrevistar cerca de 33 mil pessoas com foco em covid longa. ‚Äú√Č algo que tamb√©m nos preocupa aqui no Minist√©rio da Sa√ļde, porque n√£o temos estimativas internacionais nem nacionais ainda que nos deem elementos para a cria√ß√£o de pol√≠ticas p√ļblicas. Esse estudo est√° sendo coordenado pelo pesquisador da Universidade Federal de Pelotas Pedro Hallal. O estudo vai √† casa das pessoas saber quantas vezes teve covid, se teve sintomas, se eles persistem. A gente vai a campo agora no final de novembro e a gente espera, at√© o fim do ano, termos dados para que a gente possa pensar, em 2024, como a gente vai lidar tamb√©m com a covid longa‚ÄĚ.

N√ļmeros

De acordo o Minist√©rio da Sa√ļde, o Brasil segue uma tend√™ncia observada globalmente e registra oscila√ß√£o no n√ļmero de casos da doen√ßa. Dados da Funda√ß√£o Oswaldo Cruz (Fiocruz) indicam aumento de casos na popula√ß√£o adulta do Paran√°, do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e de S√£o Paulo. Em Minas Gerais e no Mato Grosso do Sul, h√° sinaliza√ß√£o de aumento lento nas ocorr√™ncias de S√≠ndrome Respirat√≥ria Aguda Grave (SRAG) decorrente da covid-19 na popula√ß√£o de idade avan√ßada, mas sem reflexo no total de casos identificados. O Distrito Federal, Goi√°s e o Rio de Janeiro, que anteriormente apresentavam alerta de crescimento, demonstraram ind√≠cios de interrup√ß√£o no aumento de notifica√ß√Ķes.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: Agência Brasil.

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