segunda-feira, dezembro 11, 2023
In√≠cio ¬Ľ Viola√ß√Ķes sexuais contra crian√ßas crescem quase 70% no Brasil

Viola√ß√Ķes sexuais contra crian√ßas crescem quase 70% no Brasil

Hoje é o Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual

por Ricardo Souza
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Sinais sutis como agressividade, falta de apetite e isolamento social podem denunciar que algo errado est√° ocorrendo na vida de uma crian√ßa ou adolescente. √Č o que afirma a pedagoga e diretora de uma escola em Bras√≠lia, Carol Cianni.

O abuso sexual √© uma das causas de comportamentos assim e o crescimento desse tipo de crime no Brasil assusta. S√≥ nos tr√™s primeiros meses deste ano, 17,5 mil viola√ß√Ķes sexuais contra crian√ßas ou adolescentes foram registradas pelo Disque 100. Os dados s√£o do Minist√©rio dos Direitos Humanos e Cidadania e apontam um aumento de quase 70% em rela√ß√£o ao mesmo per√≠odo de 2022.

Nesta quarta-feira (17), Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, o governo federal realiza diversas campanhas de conscientização sobre o tema.

Como identificar que uma criança ou adolescente está sofrendo algum tipo de violência sexual? Mais importante que isso é saber orientar os jovens sobre como se defender desse tipo de situação.

Prevenção

Carol Cianni destaca que a família e a escola têm papel fundamental na prevenção. Para ela, levar o tema para a sala de aula de forma leve e assertiva, explicando que o corpo é algo íntimo e sagrado, ajuda no entendimento dos alunos. Ela diz, também, que a escola precisa ficar atenta a qualquer mudança no comportamento dos alunos para intervir de forma rápida.

“Na escola, os professores observam tudo: como a crian√ßa brinca, como ela se alimenta, como ela deita para relaxar na hora do descanso e como se relaciona com os colegas. Ent√£o, temos uma observa√ß√£o atenta a todos os detalhes do comportamento da crian√ßa para que a gente possa ajud√°-la. Isso porque os pedidos de socorro dos pequenos v√™m de forma muito sutil”, explica.

Alerta

Já a psicóloga Caroline Brilhante afirma que a maior parte dos abusos contra crianças e adolescentes é praticada por pessoas próximas da vítima e em ambientes conhecidos da família. Por isso, é importante estar sempre alerta.

Ela frisa que monitorar e restringir o acesso √† internet pode evitar que a crian√ßa se exponha a situa√ß√Ķes de risco.

“Uma das formas de prevenir √© restringir o tempo de tela da crian√ßa [na internet] e at√© mesmo do adolescente. Implantar filtros no acesso a conte√ļdos que estejam fora da faixa et√°ria. Ter aten√ß√£o ao comportamento da crian√ßa ou jovem em rela√ß√£o a sexo porque o interesse s√ļbito sobre o assunto pode indicar algum problema”, salienta.

As den√ļncias de qualquer abuso sexual ou outro crime contra os direitos humanos podem ser feitas – de forma an√īnima e gratuita – pelo Disque 100.

Fonte: Agência Brasil.

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