s√°bado, dezembro 2, 2023
In√≠cio ¬Ľ Suspeito de levar menina do RJ ao MA conversava com v√≠tima pela internet desde que ela tinha 10 anos, diz pol√≠cia

Suspeito de levar menina do RJ ao MA conversava com vítima pela internet desde que ela tinha 10 anos, diz polícia

Eduardo da Silva Noronha tem 25 anos e foi preso em flagrante em São Luís. Ele deverá responder por estupro de vulnerável, cárcere privado e sequestro.

por Ricardo Souza
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A Polícia Civil informou que Eduardo da Silva Noronha, de 25 anos, estava há dois anos conversando com a menina de 12 anos que ele levou do Rio de Janeiro até São Luís, no Maranhão. Ela estava desaparecida e era procurada desde 6 de março.

A menina só foi encontrada nesta terça-feira (14), trancada em uma quitinete no bairro Divineia, na periferia de São Luís. Eduardo acabou preso em flagrante (veja no vídeo abaixo) e deve responder por estupro de vulnerável, cárcere privado e sequestro

De acordo com o delegado Marconi Matos, da Superintendência de Homicídios, em São Luís, o suspeito e a garota se conheceram pela rede social TikTok.

“N√≥s vimos, pela conversa, que ele passou dois anos aliciando a jovem atrav√©s de um aplicativo que n√≥s, muitas das vezes, deixamos nossos filhos √† vontade. Ent√£o n√≥s temos que ter um certo cuidado e vermos realmente o que nossas crian√ßas est√£o fazendo no celular, no computador. Temos que redobrar a nossa aten√ß√£o com nossos filhos para n√£o cair em uma situa√ß√£o dessa a√≠”, alertou o delegado.

Homem negou estupro, mas admitiu beijos

Em depoimento logo ap√≥s ser preso, Eduardo da Silva negou o crime de estupro, mas confessou que beijou a menina “algumas vezes”. Pela legisla√ß√£o brasileira, a pr√°tica de ato libidinoso com menor de 14 anos j√° configura estupro, independentemente de haver rela√ß√£o sexual. A investiga√ß√£o ainda apontar√° se houve ou n√£o rela√ß√£o sexual.

“Em uma primeira conversa, ele confessa que beijou ela algumas vezes, ent√£o j√° se caracteriza o crime de estupro, que √© um ato libidinoso que, mesmo que ela tivesse vontade de fazer, ela s√≥ tem 12 anos de idade. Pela lei, a vontade dela n√£o se perfaz, raz√£o pela qual ele tamb√©m tem que ser autuado pelo estupro de vulner√°vel”, explicou o delegado.

Ainda segundo a pol√≠cia, a menina era tratada como se fosse “um brinquedo” para Eduardo, que a deixou sozinha e trancada dentro da casa onde ele morava. Por conta disso, ele tamb√©m √© investigado por sequestro e c√°rcere privado.

“A princ√≠pio, em tese, vislumbramos alguns crimes, como crime de sequestro. Ela s√≥ tem 12 anos de idade. N√≥s chegamos l√° e ela estava sozinha dentro de casa, ent√£o tem o crime de c√°rcere privado; e tamb√©m, em tese, o crime de estupro, j√° que ela s√≥ tem 12 anos de idade”, disse.

“Ela estava presa em uma situa√ß√£o que ela achava ‘comum’ porque tinha algumas discuss√Ķes em casa, que na realidade pode ser resolvido no seio familiar em uma conversa, em uma aten√ß√£o que os pais precisam ter com os filhos”, contou Marconi.

Viagem do Rio até São Luís

Na semana passada, Eduardo foi até o Rio de Janeiro e levou a menina da porta da escola em Sepetiba, na Zona Oeste da cidade, em um carro que contratou para fazer a viagem até o bairro da Divinéia, na periferia de São Luís.

Ao todo, foram 3,1 mil quil√īmetros de viagem, em pelo menos dois dias dentro do autom√≥vel, numa corrida que custou R$ 4 mil. A pol√≠cia ainda investiga se o carro foi contrado por aplicativo de transporte individual ou se o motorista foi contratado por fora.

Pais ter√£o de ir ao Maranh√£o

Os pais agora tentam juntar dinheiro para buscar a menina, que é menor de idade e não possui documentação. Até o momento, ela está sob cuidados do Conselho Tutelar na Casa da Mulher Brasileira, um centro de referência no atendimento a mulheres em situação de violência, em São Luís.

“A pol√≠cia explicou que ela √© menor e est√° sem documentos. Ent√£o n√≥s vamos ter que ir l√° busc√°-la. S√≥ que nem eu nem a m√£e dela temos condi√ß√Ķes financeiras. Estamos vendo como vamos fazer para arrecadar o valor das passagens de ida e volta”, disse o pai

Mesmo preocupado em como fazer a viagem, o pai comemorou o encontro da filha pelas polícias do Rio e do Maranhão.

“Pediram para a fam√≠lia manter a calma e reiteraram que ela estava bem. Estou aliviado. Finalmente minha filha vai voltar para casa”, disse.

O pai contou ainda que a m√£e da menina passou mal durante a semana com press√£o alta e nos √ļltimos dias chegou a perder a voz. “Ela est√° ansiosa para dar um abra√ßo na filha”, disse.

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