quarta-feira, dezembro 6, 2023
In√≠cio ¬Ľ Elektra, mulher mais perigosa do PCC

Elektra, mulher mais perigosa do PCC

Ela era respons√°vel por organizar o batismo dos faccionados no Distrito Federal e no Exterior

por Ricardo Souza
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Uma das principais e mais perigosas lideran√ßas do Primeiro Comando da Capital (PCC) nas ruas, Suliane Abitabile Arantes (foto em destaque), 34 anos, conhecida como Elektra, foi presa pela Pol√≠cia Militar nessa sexta-feira (3/3), na Zona Leste de S√£o Paulo. O manda do de pris√£o foi expedido pela Vara de Execu√ß√Ķes Penais da Justi√ßa do Distrito Federal em 27 de fevereiro deste ano.

De acordo com investiga√ß√Ķes conduzidas pela Pol√≠cia Civil do DF, a mulher tamb√©m recebia os apelidos de ‚ÄúIntoc√°vel‚ÄĚ, ‚ÄúAssombrada‚ÄĚ, ‚ÄúMariane‚ÄĚ e ‚ÄúKitana‚ÄĚ. Ela era respons√°vel por organizar o batismo dos faccionados no Distrito Federal e no exterior.

A suspeita, que ocupa o alto escal√£o do PCC, tamb√©m j√° foi apontada pela pol√≠cia como ‚ÄúMarcola de saia‚ÄĚ, em refer√™ncia a Marcos Willians Herbas Camacho, l√≠der m√°ximo da fac√ß√£o paulista. Ap√≥s a pris√£o, ela foi levada √† delegacia e, em seguida, encaminhada √† audi√™ncia de cust√≥dia. Suliane Arantes deu entrada no sistema prisional paulista, onde cumprir√° pena por posse ilegal de arma e associa√ß√£o √† organiza√ß√£o criminosa.

Policiais do DF j√° haviam capturado Elektra, em 2018, no √Ęmbito da Opera√ß√£o Pr√≥logo. A criminosa voltou a ser alvo da PCDF na Opera√ß√£o Hydra, deflagrada em 2020. Investigadores da ent√£o Divis√£o de Repress√£o as fac√ß√Ķes Criminosas (Difac) encontraram provas de que estrangeiros foram batizados pela fac√ß√£o na Espanha, It√°lia e nos Estados Unidos.

Elektra foi identificada por meio de cadernos encaminhados pelo Sistema Penitenci√°rio do Estado de Goi√°s, nos quais constavam o cadastro dos dados de batismo ‚ÄĒ a entrada de candidatos na fac√ß√£o.

Segundo as dilig√™ncias, Suliane tinha ativa participa√ß√£o na ‚Äúsintonia‚ÄĚ da c√©lula no DF, desenvolvendo a fun√ß√£o dentro da pr√≥pria resid√™ncia, mediante computadores e celulares. Os objetos foram apreendidos por policiais civis.

Alta periculosidade

Aos delegados, a mulher confessou a participação no PCC e deu detalhes de como funciona o crime organizado. Suliane é considerada de alta periculosidade e um dos principais nomes do grupo na capital federal.

Em den√ļncia feita pelo Minist√©rio P√ļblico do Distrito Federal (MPDFT), a acusada aparece como ‚Äúverdadeiro pen drive de backup‚ÄĚ da organiza√ß√£o. Segundo o documento, ela ‚Äúcompilava, conferia e arquivava informa√ß√Ķes acerca do tr√°fico de drogas coordenado e levado a efeito pela fac√ß√£o‚ÄĚ.

O PCC incumbia Suliane de registrar cadastros dos integrantes que recebiam entorpecentes da ‚Äúfam√≠lia‚ÄĚ e fazer planilhas sobre a contabilidade do tr√°fico. Tudo por meio das guias de dep√≥sitos eletr√īnicos encaminhadas pelo ‚ÄúSetor do Progresso nos Estados e Pa√≠ses‚ÄĚ.

‚ÄúAtrav√©s de arquivos localizados nos referidos eletr√īnicos foi poss√≠vel verificar, ainda, a expans√£o transnacional do PCC, obtendo-se os registros de batismos de diversos integrantes fora do Brasil, em pa√≠ses como Estados Unidos da Am√©rica, Espanha e It√°lia‚ÄĚ, pontua o MPDFT.

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