segunda-feira, dezembro 11, 2023
In√≠cio ¬Ľ Viol√™ncia amea√ßa futuro de bloquinho tradicional de Bras√≠lia

Violência ameaça futuro de bloquinho tradicional de Brasília

Bloco dos Raparigueiros re√ļne multid√Ķes na cidade desde 1996

por Marcela Alves
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O tradicional Bloco dos Raparigueiros deve ter sua saída reavaliada pelos diretores e o governo do Distrito Federal no próximo carnaval. Em balanço feito na manhã desta quarta-feira (22), a governadora interina do Distrito Federal, Celina Leão, destacou que dos 17 registros de esfaqueamentos, durante os quatro dias de folia, 10 ocorreram durante a passagem do bloco na noite de domingo (19).  

‚ÄúPrecisamos analisar se vale a pena deixar o bloco sair nos pr√≥ximos anos. Teremos uma reuni√£o com os representantes para manter o di√°logo. Neste formato, como aconteceu, a tend√™ncia √© que esse bloco n√£o continue mais saindo‚ÄĚ, avaliou a governadora. Ela disse que a pedido da diretoria vai receber representantes do bloco, na tarde de hoje (22), para conversar sobre as ocorr√™ncias.

O bloco foi o que mais teve autua√ß√Ķes registradas pela Policia Militar do Distrito Federal, com a apreens√£o de 47 armas brancas, o que representa 85% das 55 confiscadas em todo os eventos.

Apesar da violência com arma branca, não houve registro de óbitos. Duas pessoas permanecem internadas em um hospital da cidade sem gravidade.

Nota

Em nota divulgada nesta ter√ßa-feira (21), o Bloco dos Raparigueiros prestou solidariedade √†s v√≠timas das facadas e seus familiares e reiterou gratid√£o ao trabalho das for√ßas de seguran√ßa do Distrito Federal. Segundo o documento, os blocos carnavalescos que t√™m como caracter√≠stica “grandes aglomera√ß√Ķes e podem se tornar vetores de tal problema social e a cultura e economia da cidade acabam sendo v√≠timas desse processo, pois a sociedade tamb√©m participa do bloco de carnaval de rua”.

A diretoria acrescentou que os Raparigueiros receberam p√ļblicos de todas classes e faixas sociais e que mais de 120 mil pessoas participaram do desfile no per√≠odo carnavalesco. “Dentre estas tivemos, infelizmente, alguns indiv√≠duos que n√£o se moviam pelo √Ęnimo da festividade, mas se tomavam por intuitos criminosos, que se infiltram e se aproveitavam da aglomera√ß√£o para perpetrar crimes contra os nossos foli√Ķes, em especial os contra o patrim√īnio. Al√©m disso, o consumo excessivo de √°lcool muitas vezes pode ser causa de desintelig√™ncias entre foli√Ķes.”

“O Raparigueiros repudia todo e qualquer tipo de viol√™ncia, acredita que qualquer crime deve ser punida com o rigor da lei, mas tamb√©m v√™ que √© fundamental que o governo se prepare cada vez mais e melhor para o carnaval de Bras√≠lia, que tem crescido e ganhado relev√Ęncia nacional. O carnaval, os bloquinhos e os agentes culturais n√£o podem ser punidos pela problem√°tica da viol√™ncia urbana. A folia √© s√≠mbolo de alegria, de festa e de paz, sempre. E milhares de foli√Ķes n√£o podem ser v√≠timas e muito menos culpados por uma minoria que sai √†s ruas para cometer delitos”, disse, em nota.

Seguran√ßa 

Segundo o governo do Distrito Federal, mais de R$ 7 milh√Ķes foram investidos e 34 blocos foram contemplados na regi√£o central de Bras√≠lia e nas demais regi√Ķes administrativas. Com um p√ļblico superior a 1,5 milh√£o de pessoas nas ruas, a governadora comemorou a queda da viol√™ncia e destacou que houve uma redu√ß√£o nos registros de viol√™ncia de 49% em rela√ß√£o ao carnaval de 2019 e de 24% em rela√ß√£o √† folia de 2020.

‚ÄúTivemos aumento de foli√Ķes em rela√ß√£o ao carnaval passado, e o policiamento foi bem executado.” 

Segundo o secret√°rio de Cultura do Distrito Federal, Bartolomeu Rodrigues, esse foi o ‚Äúcarnaval do di√°logo‚ÄĚ.

‚ÄúConversamos com todos os blocos e representantes das comunidades. O papel do Estado foi todo baseado em transpar√™ncia. Tudo acordado e conversado. Na minha opini√£o, tamb√©m foi o carnaval da paz.‚ÄĚ

Fonte: Agência Brasília

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