Literatura e inclusão marcam lançamento de livros no Memorial TJDFT
por VL —

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publicado 16/10/2026
O Memorial TJDFT - Espaço Desembargadora Lila Pimenta Duarte recebeu, nesta sexta-feira, 16/10, o lançamento das obras Antes que os sonhos acabem e Cadê a água que tava aqui?, em um evento marcado pela valorização da literatura, da inclusão, da arte e da convivência entre diferentes gerações. Autoridades, servidores e visitantes que compareceram à cerimônia puderam desfrutar de uma tarde rica em arte e cultura. Um dos destaques foi o espaço interativo dedicado ao público infantil. As crianças tiveram a oportunidade de estar próximas das autoras Dinorá Couto Cançado, Camila Santana e Wanessa Matos e participar de uma atividade artística em um tablado especialmente preparado para a ocasião, onde puderam se expressar por meio de desenhos. Para a anfitriã da cerimônia, Marília Guedes, juíza auxiliar da 1ª Vice-Presidência, o Memorial TJDFT é muito mais que um espaço destinado à leitura, à cultura e à memória institucional, é um espaço de encontro e sabedoria, que aproxima a sociedade do Tribunal. "Os temas abordados nas obras hoje lançadas são de grande relevância social. A defesa do meio ambiente deve ser constante e conscientizar as crianças é algo muito sério", afirmou a magistrada, que é presidente do Comitê de Sustentabilidade do TJDFT. Quanto à inclusão de pessoas com deficiência, Marília Guedes afirmou que "a convivência é que retira o preconceito'. Dentre os convidados estava Leonardo Antônio de Moraes Filho, que se tornou deficiente visual aos 18 anos, após uma doença fazê-lo perder totalmente a visão. Hoje, é analista do Ministério Público da União (MPU) e mobilizador de projetos de acessibilidade no serviço público. Leonardo demonstrou como fez a leitura da versão em braile do livro de Dinorá Couto. Ao final, público foi presenteado com a arte da musicista Naiara Fontenele e da bailarina e atriz Noeme Rocha, ambas cegas. Sobre as obras O livro Antes que os sonhos acabem, de Dinorá Couto Cançado, reúne contos inspirados em suas "memórias de criança, de mulher adulta e de idosa", como ela mesma mencionou. Pedagoga, agente cultural e fundadora da Biblioteca Braille Dorina Nowill, em Taguatinga/DF, é muito atuante em projetos de incentivo à leitura e inclusão de pessoas com deficiência visual, com publicações disponíveis em formatos acessíveis. Já Cadê a água que tava aqui?, de Camila Santana e Wanessa Matos, marca o início da coleção Os Heróis do Cerrado. A publicação aborda, de forma lúdica e acessível, a importância da preservação dos recursos hídricos e da conscientização ambiental, incentivando crianças e famílias a conhecerem melhor as riquezas naturais do Cerrado. As autoras mencionaram que a inspiração surgiu quando perceberam que suas filhas, nascidas no Brasil, conheciam animais africanos, "mas não sabiam como era um tamanduá!" Fotos: Felipe Costa Veja todas as fotos do evento
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Fonte original: Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT)


