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CIJ/TJDFT compartilha com o STJ experiências do Programa Novos Caminhos

por SECOM —

CIJ/TJDFT compartilha com o STJ experiências do Programa Novos Caminhos
Imagem ilustrativa

por SECOM —

publicado 01/10/2026

A Coordenação da Infância e da Juventude do Distrito Federal (CIJ/TJDFT) reuniu-se com representantes do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em 25/9, na sede do órgão, para apresentar a experiência de execução do Programa Novos Caminhos (PNC), iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) voltada à formação, à aprendizagem profissional e à inclusão de adolescentes e jovens em situação de acolhimento institucional.  O encontro também marcou o diálogo sobre a implementação do programa no âmbito do STJ, com foco na ampliação de oportunidades de desenvolvimento, empregabilidade e construção de trajetórias para esse público.  Um dos destaques do encontro foi a participação dos adolescentes, que compartilharam experiências, expectativas profissionais e desafios enfrentados na busca por oportunidades de trabalho. A escuta direta dos jovens foi apontada como elemento essencial para a construção das ações do programa. Ao abordar a implementação do PNC no STJ, os participantes ressaltaram que a inclusão profissional desses adolescentes não deve se limitar à oferta de vagas, mas envolver acolhimento efetivo, acompanhamento individualizado e suporte contínuo. Nesse sentido, o juiz auxiliar da presidência do STJ, Joacy Dias Furtado, destacou a importância de incluir os adolescentes no processo de construção das iniciativas voltadas a eles. “É fundamental ouvir os adolescentes e as adolescentes, porque eles são os destinatários do projeto. Também é fundamental esse contato mais próximo para saber o que passa pela cabeça deles. O Programa Novos Caminhos já parte da ideia de que os novos caminhos são traçados com a ajuda dos adolescentes”, afirmou.   A juíza Rejane Suxberger destacou que a participação das instituições e da rede de proteção é fundamental para assegurar que os jovens encontrem condições concretas para desenvolver seus projetos de vida. “O STJ pode dar esse apoio aos jovens. O mais importante é que eles precisam ser acolhidos. Não é apenas uma vaga, é preciso que sejam recebidos pela instituição, pegos pela mão e orientados. Essa orientação não é só da instituição de acolhimento, mas de todos nós, como sociedade, em uma corresponsabilidade”, declarou a magistrada. Como eixo central da proposta, foi defendida a indicação de uma pessoa de referência para acompanhar cada adolescente participante. A medida prevê mentoria individual, apoio ao desenvolvimento de habilidades socioemocionais e articulação permanente entre o STJ, a Justiça da Infância e da Juventude, a CIJ/TJDFT, as entidades de acolhimento e demais parceiros da iniciativa.  A experiência da Auto Viação Marechal foi apresentada como exemplo de boas práticas no acompanhamento de jovens aprendizes, por meio de tutoria, avaliações periódicas e oportunidades de desenvolvimento em diferentes áreas da empresa. Uma jovem apoiada pela instituição Casa Azul compartilhou sua trajetória desde o ingresso como jovem aprendiz até a contratação pela empresa. O relato evidenciou o impacto que o acompanhamento adequado pode ter na construção de perspectivas de futuro. “A Marechal segurou a minha mão e me deu toda a orientação possível. Hoje estou finalizando a faculdade de Direito e com uma grande bagagem, porque me deram confiança. Como jovem, posso dizer que a gente precisa dessa mão amiga, e sou muito grata por ter conseguido realizar esse sonho.”, contou.  Também foram discutidos encaminhamentos relacionados à formalização da cooperação entre o CNJ e o STJ, ao mapeamento de oportunidades compatíveis com os diferentes perfis dos adolescentes e ao fortalecimento do acompanhamento psicossocial.  Ao final do encontro, a juíza Rejane Suxberger ressaltou o significado da abertura de espaços institucionais para adolescentes que, muitas vezes, tiveram contato com o sistema de Justiça apenas em momentos difíceis de suas vidas. Ela afirmou que  “esses jovens conheceram a Justiça decidindo sobre eles, quase sempre em momentos de dor. Ver o STJ abrir as portas para que entrem como parte da casa, cada um com alguém responsável por acompanhá-lo, me emociona muito. Para muitos, será a primeira vez que uma instituição diz a eles que há lugar para ficar.” Participaram da reunião a juíza coordenadora da Justiça da Infância e da Juventude do DF, Rejane Suxberger; a juíza substituta da 1ª Vara da Infância e da Juventude do DF, Indiara Arruda de Almeida Serra; o juiz auxiliar da Presidência do STJ, Joacy Dias Furtado; a servidora Juliana Mara Nogueira, do Programa Humaniza STJ; as assessoras-chefes da CIJ/TJDFT, Luana Pinheiro e Izabel Freitas; a coordenadora do Movimento Além do Acolhimento, Kênia Mourão; representantes de instituições de acolhimentos e adolescentes acolhidos, além de profissionais da Auto Viação Marechal, empresa parceira da CIJ/TJDFT. 

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Fonte original: Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT)

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