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França reforçará policiamento em manifestações previstas para sábado

Toque de recolher em várias cidades trouxe calma ao país nesta segunda-feira à noite, após um fim de semana violento.

França reforçará policiamento em manifestações previstas para sábado
Imagem ilustrativa

A França enviará algumas forças militares para reforçar o policiamento durante os protestos previstos para o próximo sábado (24). A informação foi divulgada nesta terça-feira (20) pelo ministro do Interior, Laurent Nuñez.

“Vamos mobilizar a força Sentinelle, obviamente como substituto das forças de segurança interna. Principalmente para liberar a polícia e os gendarmes em sua missão de manter a ordem”, disse Nuñez à Assembleia Nacional.

Nuñez falou depois que o primeiro-ministro Sébastien Lecornu afirmou que o destacamento policial para as manifestações de sábado seria “massivo” e que seu objetivo é um “retorno imediato à ordem”, depois de um fim de semana de protestos violentos.

Toque de recolher

Toques de recolher noturnos foram implementados desde ontem (29) em bairros afetados pela violência nas maiores cidades da França e ajudaram a trazer um respiro em meio aos distúrbios do país. 

Multidões também tomaram as ruas em outros países, incluindo Itália e Albânia, inspiradas pelos protestos na França. Na Albânia, a indignação da população tem a mesma origem da francesa: o elevado custo de vida. 

Abalado pelo fim de semana de violência, o governo francês tentou tranquilizar a população, afirmando que havia aprendido com as falhas de segurança que deixaram os centros de cidades como Paris, Marselha e Lyon praticamente desprotegidos contra manifestantes violentos e saqueadores que invadiram as ruas após as manifestações.

“Os toques de recolher seletivos contribuíram para a calma da noite passada”, disse o primeiro-ministro Sébastien Lecornu em uma postagem no X, acrescentando que eles podem ser estendidos para o resto da semana, se necessário.

No centro de Paris, a polícia esvaziou e monitorou a Place de la République durante a madrugada, com um helicóptero sobrevoando o local.

Em Lille, no norte, onde o toque de recolher se aplicava apenas a menores de idade, policiais patrulharam o centro da cidade, verificando a identidade dos transeuntes.

O prefeito de Marselha, Benoit Payan, afirmou que haverá toques de recolher para menores nas áreas comerciais mais movimentadas pelos protestos, a partir da noite de terça-feira (20).

Protestos

As greves e manifestações de alunos do ensino médio contra a queda nos padrões de ensino e a crescente degradação das instalações se somaram a uma onda mais ampla de indignação contra o aumento dos preços e a sensação de que as necessidades nas áreas de saúde, moradia e bem-estar também não estão mais sendo atendidas.

O ministro da Justiça, Gérald Darmanin, disse à emissora BFM que 149 pessoas detidas no fim de semana estavam presas aguardando julgamento. Em outra aparição na TV na noite de ontem, ele afirmou que cerca de 2,5 mil pessoas permaneciam sob custódia para interrogatório.

Eleições

Os distúrbios alimentaram um clima político tenso a seis meses das eleições presidenciais, com candidatos da extrema direita e da extrema esquerda liderando as pesquisas de opinião.

Por enquanto, a relativa calma nas ruas dá ao governo um respiro muito necessário após semanas de protestos que sobrecarregaram os recursos policiais.

Por outro lado, grupos que se identificam como Gilets Jaunes (Coletes Amarelos) convocaram ações esporádicas de protesto contra a escalada dos preços dos combustíveis.

O movimento dos coletes amarelos, praticamente inativo nos últimos anos, surgiu em 2018, durante o primeiro mandato de Macron, em resposta aos planos de aumento dos impostos sobre a gasolina.

Lecornu prometeu na segunda-feira que o governo tiraria lições dos protestos do último fim de semana e do caos que se seguiu.

“Houve coisas que deram certo e outras que deram errado”, disse ele. “Minha determinação em restaurar a ordem é absoluta.”

Os principais sindicatos da França, incluindo a CGT – frequentemente a força motriz por trás de grandes manifestações organizadas –, não aderiram aos apelos para protestos no sábado.

Milão

Na Itália, o gabinete da primeira-ministra Giorgia Meloni deverá discutir uma resposta aos dois dias de agitação no centro de Milão no fim de semana e aos confrontos em outras cidades do norte, incluindo Bolonha, Brescia, Bérgamo e Turim.

Essa resposta incluirá o envio de 500 soldados para ajudar a “defender Milão”, disse o vice-primeiro-ministro Matteo Salvini.

No principal bairro comercial de Milão, algumas lojas colocaram tábuas nas vitrines ou retiraram mercadorias das prateleiras após saques. O centro da cidade estava tranquilo nesta terça-feira, segundo um jornalista da Reuters.

Manifestantes, muitos deles estudantes, também estavam indo às ruas pelo sétimo dia consecutivo em Tirana, capital da Albânia, contra o governo do primeiro-ministro Edi Rama.

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Fonte original: Agência Brasil

Fontes consultadas

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