Saúde

Dia do Servidor Público: maior parte dos profissionais da Saúde tem longa experiência

Técnica em enfermagem dedicou 45 anos ao cuidado com recém-nascidos; empatia e trabalho em equipe são valores fundamentais

Dia do Servidor Público: maior parte dos profissionais da Saúde tem longa experiência
Imagem ilustrativa

O Dia do Servidor Público, comemorado nesta quarta-feira (28), celebra o compromisso dos profissionais que compõem os órgãos dos Três Poderes, seja da União, seja dos estados, seja do Distrito Federal. Na Secretaria de Saúde (SES-DF), entre equipes de cuidado, administrativas e áreas de apoio, diversas categorias trabalham de forma integrada para garantir o funcionamento dos serviços e a continuidade da assistência.

A maior parte da força de trabalho da pasta é composta por profissionais com longa experiência no serviço público. Quase 64% dos integrantes do quadro têm mais de dez anos de serviço. Apenas 12.442 servidores, de todos os 34.523, foram admitidos a partir de 2016.

Segundo a subsecretária de Gestão de Pessoas da SES-DF, Eliete de Souza, o número representa a competência dos colaboradores. “A longa trajetória favorece a troca de conhecimentos, ajuda a formar novas gerações, contribui para aprimorar os processos de trabalho e para uma assistência cada vez melhor”, destaca a gestora, que tem 33 anos de carreira na secretaria.  

Amor por servir

“Eu me colocava no lugar das mães. Tinha um contato próximo com elas, que me viam como um ponto de apoio” Jucineia Valente, técnica de enfermagem aposentada

Diante dos desafios que a saúde pública apresenta, há quem encontre na dedicação ao cuidado o principal combustível para seguir nessa missão. “Eu sempre amei o que fiz — e fiz com o maior amor”, declara a técnica de enfermagem Jucineia Valente.

Antes de aposentar-se, em agosto deste ano, a profissional dedicou 45 anos e nove meses à rede pública de saúde do DF. Segundo a profissional da Unidade de Neonatologia (Uneo) do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), a empatia foi o valor que pautou a sua atuação. 

“Eu aprendi, desde o início do meu curso, a ter o paciente como foco principal dos meus cuidados”, define a técnica. “Eu me colocava no lugar das mães. Tinha um contato próximo com elas, que me viam como um ponto de apoio.” 

Foco no paciente

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“Jucineia sempre foi uma profissional extremamente humana, que se dedicava muito além do cuidado técnico”, afirma a médica neonatologista Kátia Silveira, do HRT. “Ela criava vínculos com os pacientes e suas famílias, mantinha contato mesmo depois da alta hospitalar, fazia questão de acompanhar cada história”, detalha a especialista, que compartilhou a assistência com a colega desde 1992, quando ingressou na unidade de Taguatinga para cursar a residência. 

Esse trabalho em equipe justifica a longeva e bem-sucedida trajetória de Jucineia. "Sinto orgulho dos profissionais com quem trabalhei ao longo dessas quase cinco décadas. São pessoas muito dedicadas, que me ensinaram muito e que serviram de inspiração pra mim”, declara.

Com informações da SES-DF 

Fontes consultadas

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