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Golpe do falso contato judicial: TJDFT alerta para nova forma de fraude

por AML —

Golpe do falso contato judicial: TJDFT alerta para nova forma de fraude
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por AML —

publicado 01/09/2026

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) alerta a população para uma nova forma de fraude relacionada a processos judiciais. No golpe do falso contato judicial, criminosos se passam por juízes, servidores, advogados ou representantes da Defensoria Pública ou do Ministério Público para enganar as vítimas e obter dinheiro por meio de pagamentos ou transferências indevidas.  A fraude é um desdobramento do chamado “golpe do falso advogado”, no qual criminosos usam informações de processos judiciais para tornar a abordagem convincente. No novo formato, eles ampliam as identidades usadas para enganar a vítima e podem entrar em contato por WhatsApp, e-mail, ligação ou vídeo. Já houve relato de que golpistas simularam uma audiência virtual.   Em uma tentativa, apresentaram nomes, fotografias, logotipos e dados verdadeiros para dar aparência que a comunicação é verdadeira. A maior parte dos processos identificados como alvo desse tipo de golpe tramita nos Juizados Especiais, onde há situações em que a própria parte pode atuar no processo sem advogado.  O alerta agora é mais amplo, mas o objetivo continua o mesmo: tirar dinheiro da vítima. Golpistas podem inventar taxas, despesas ou outras justificativas relacionadas ao processo e pressionar a pessoa a fazer pagamentos ou transferências. A vítima pode ser pressionada a transferir dinheiro imediatamente, sob o argumento de que perderá um prazo, um benefício ou um valor caso não cumpra a orientação. Nos registros anteriores do golpe do falso advogado, essa pressa é utilizada justamente para dificultar a checagem das informações.   Antes de agir, confirme  Recebeu uma mensagem, e-mail, ligação ou vídeo com informações sobre seu processo? Antes de atender a qualquer solicitação: 

Consulte o andamento do processo diretamente no site do TJDFT;  

Confirme a informação com seu advogado ou com o escritório pelos contatos que você já conhece. Caso seja atendido pela Defensoria Pública, procure diretamente a instituição;  

Não clique em links duvidosos nem forneça dados pessoais ou bancários antes de verificar a origem da solicitação;  

Desconfie de pedidos de pagamento acompanhados de urgência ou pressão.  

Em caso de dúvida sobre uma comunicação atribuída ao TJDFT, entre em contato com a Central de Atendimento pelo telefone 159, pelo WhatsApp (61) 3103-7000 (apenas mensagens de texto) ou pelo chat do TJDFT.  E lembre-se: o TJDFT não cobra valores para cadastrar usuários nem para liberar dinheiro de processos judiciais.   Fui vítima. O que fazer?  Se for vítima de um golpe, registre um boletim de ocorrência. Além disso, a Ouvidoria-Geral do TJDFT dispõe de formulário específico para registrar golpes e tentativas de fraude relacionados a processos judiciais. O usuário pode relatar a ocorrência e anexar mensagens, capturas de tela e outros documentos.   Informações verdadeiras também podem ser usadas em golpes. Conhecer seu nome, seu processo ou outros dados verdadeiros não prova que a pessoa do outro lado seja um representante da Justiça.   Por isso, a principal orientação do TJDFT é simples: Pare, consulte e confirme.   Conheça mais sobre o golpe do falso advogado na cartilha informativa da OAB-DF. 

© Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios – TJDFT Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta publicação, desde que citada a fonte.

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Fonte original: Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT)

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