CIJ/TJDFT participa de seminário nacional sobre o futuro de jovens após o acolhimento institucional
por SECOM —

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publicado 02/10/2026
A Coordenação da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (CIJ/TJDFT), representada pela juíza coordenadora Rejane Suxberger, participou, nos dias 29 e 30/9, do Seminário Minha Vida Fora do Acolhimento, realizado na PUC Minas, em Belo Horizonte/MG. Promovido pelo Movimento Nacional Pró-Convivência Familiar e Comunitária em parceria com outras entidades, o evento reuniu adolescentes e jovens acolhidos ou ex-acolhidos, além de profissionais do Sistema de Garantia de Direitos, pesquisadores, gestores públicos e representantes da sociedade civil. Em sua terceira edição, o seminário teve como tema central o Eixo 6 do Plano Nacional de Convivência Familiar e Comunitária, voltado aos adolescentes e jovens dos serviços de pós-acolhimento. Durante os dois dias de programação, os participantes debateram estratégias para fortalecer o apoio no período pós-acolhimento e ampliar oportunidades para construção de projetos de vida. A juíza declarou que a proteção da infância e da adolescência não se encerra aos 17 anos, 11 meses e 29 dias e acrescentou que para quem cresceu em uma instituição de acolhimento, o aniversário de 18 anos muitas vezes chega como uma porta que se abre para fora, sem ninguém esperando do outro lado. "Não podemos oferecer a esses jovens apenas a saída. O sistema de justiça e a sociedade, em corresponsabilidade, precisam caminhar ao lado deles enquanto aprendem a sustentar a própria vida, com um plano de autonomia construído muito antes da despedida. E precisam, sobretudo, enxergá-los. Esses meninos e meninas já passam a infância invisíveis dentro do acolhimento e, quando atravessam aquela porta, desaparecem de vez dos olhos de quem deveria cuidar deles", finalizou a magistrada. Para a assessora-chefe substituta da CIJ/TJDFT, Izabel Freitas, a riqueza do seminário esteve na oportunidade de ouvir tanto os profissionais comprometidos com a garantia dos direitos infantojuvenis quanto os jovens que vivenciam ou vivenciaram a realidade do acolhimento institucional. “O evento constituiu um marco importante na luta pela garantia de direitos de crianças, adolescentes e jovens historicamente invisibilizados, ao promover um espaço de escuta e participação daqueles que vivenciam diretamente a realidade do acolhimento. Esperamos que esse movimento produza resultados concretos e contribua para o fortalecimento das políticas públicas voltadas a essa população, especialmente para a construção de uma Política Nacional para Jovens Pós-Acolhimento”, declarou.
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Fonte original: Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT)

