Saúde

Viver 60+ transforma a vida de pessoas idosas com saúde, convivência e novas experiências

Coordenado pela Secretaria de Justiça e Cidadania, programa já beneficia mais de 11 mil pessoas, com atividades físicas, culturais e de lazer em diferentes regiões administrativas

Viver 60+ transforma a vida de pessoas idosas com saúde, convivência e novas experiências
Imagem ilustrativa

Aos 65 anos, Adélia Pereira tem orgulho de dizer que está no Viver 60+ desde o início. Participante do polo do Recanto das Emas, ela não perde uma aula de ginástica ou dança e comemora as mudanças que percebeu no próprio corpo e na disposição para as atividades do dia a dia. Antes, conta que estava acima do peso. 

Hoje, atribui à rotina de exercícios a conquista de uma condição física com a qual se sente satisfeita. Para ela, o programa representa também motivação, bem-estar e a alegria de fazer parte de uma iniciativa que acompanha desde os primeiros passos. “O Viver 60+ me trouxe mais disposição, alegria e vontade de cuidar cada vez mais de mim”, conta Adélia.

A história de Adélia ajuda a mostrar como o Viver 60+ tem transformado a vida de mais de 11 mil pessoas idosas no Distrito Federal. Coordenada pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), a iniciativa estimula o envelhecimento ativo e saudável, amplia as oportunidades de convivência e oferece atividades que contribuem para a saúde física e emocional, a autonomia e a qualidade de vida.

Criado pela Sejus-DF, o programa consolidou-se como política permanente de governo, fortaleceu-se e ampliou o atendimento à população com 60 anos ou mais. Atualmente, são 47 polos distribuídos pelo DF, com atividades que aproximam os participantes de práticas de saúde, bem-estar, cultura e lazer. 

Mais movimento, saúde e disposição

A programação inclui ginástica, alongamento, dança, zumba e outras atividades físicas adaptadas às necessidades dos participantes. A proposta é incentivar a mobilidade, o equilíbrio, a disposição e a adoção de hábitos saudáveis, respeitando as condições e os limites de cada pessoa.

A mudança vivida por Valtair de Souza, de 68 anos, vai além dos benefícios físicos. Antes de ingressar no programa, ele levava uma vida sedentária, morava sozinho e tinha na televisão sua principal companhia. Também enfrentava diversos problemas de saúde. Com a participação nas atividades, encontrou novos motivos para sair de casa, cuidar de si e construir relações de amizade. 

Hoje, Valtair pratica exercícios, participa das aulas de dança e aproveita os passeios promovidos pelo programa. As visitas ao zoológico, as idas ao cinema e as experiências em diferentes pontos de Brasília passaram a fazer parte de sua rotina. Ao mesmo tempo, ele ampliou o círculo de amizades e percebe melhorias no próprio bem-estar. “Eu me sinto muito melhor hoje, em todos os aspectos”, resume. 

Passeios que criam memórias e aproximam gerações

O Viver 60+ também reconhece que envelhecer com qualidade de vida significa ter acesso à cultura, ao lazer e a experiências que muitas vezes não fizeram parte da rotina de quem passou a vida dedicado ao trabalho e à família. Por isso, além das atividades regulares nos polos, o programa promove passeios a pontos turísticos, parques, zoológico e sessões de cinema.

“O Viver 60+ é uma estratégia de cuidado que olha para a pessoa idosa de forma integral. Queremos que cada participante encontre no programa oportunidades para viver com mais autonomia, disposição e qualidade de vida” Dolores Ferreira, subsecretária de Políticas para Pessoas Idosas da Sejus-DF

Uma dessas experiências marcou a aposentada Cleonice Vieira, de 73 anos, moradora de Santa Maria. Ela conheceu uma sala de cinema pela primeira vez durante um passeio ao Cine Brasília, acompanhada da neta Emily Silva, de 13 anos. Para as duas, a sessão representou a realização de um sonho compartilhado e a oportunidade de viver algo novo juntas. 

“Esse programa é maravilhoso. Estou encantada com tudo, com a telona, com esse passeio e com essa turma maravilhosa. Quero viver isso de novo, mais e mais vezes”, contou Cleonice, emocionada ao fim da sessão. Emily também celebrou: “Estou muito feliz. Não conhecia um cinema e realizei um sonho. Adorei o filme e, principalmente, esse passeio com a minha avó”, afirmou.

A lembrança das duas mostra como ações de convivência podem produzir efeitos que vão além do momento da atividade. Ao proporcionar novas experiências, o programa fortalece vínculos familiares, amplia o acesso à cultura e cria oportunidades de interação entre diferentes gerações.

Envelhecimento ativo como política pública

O crescimento do Viver 60+ também responde a uma transformação demográfica que exige cada vez mais atenção do poder público. O DF acompanha o envelhecimento da população brasileira, com aumento da participação das pessoas idosas no conjunto de habitantes. Essa mudança reforça a necessidade de políticas que não se limitem ao atendimento de demandas pontuais, mas promovam prevenção, autonomia, participação social e condições para envelhecer com dignidade.

“O Viver 60+ é uma estratégia de cuidado que olha para a pessoa idosa de forma integral. As atividades estimulam a saúde física, mas também fortalecem vínculos, promovem a convivência e ajudam a combater o isolamento. Queremos que cada participante encontre no programa oportunidades para viver com mais autonomia, disposição e qualidade de vida”, destacou Dolores Ferreira, subsecretária de Políticas para Pessoas Idosas da Sejus-DF

A consolidação do Viver 60+ como política permanente representa um passo importante para garantir a continuidade de ações voltadas a esse público. A proposta é fortalecer a rede de atendimento, ampliar as oportunidades de participação e reconhecer as pessoas idosas como protagonistas de suas próprias histórias.

“Investir em políticas para as pessoas idosas é preparar o Distrito Federal para uma realidade demográfica que já está em transformação. O Viver 60+ demonstra como ações contínuas, próximas da comunidade e voltadas ao bem-estar podem fazer diferença na vida das pessoas. Nosso compromisso é fortalecer iniciativas que promovam dignidade, inclusão e envelhecimento ativo”, afirmou Jaime Santana, secretário interino de Justiça e Cidadania.

Com informações da Sejus-DF

 

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