ONU chama de “repugnante” plano dos EUA de transmitir execução ao vivo
Fuzilamento de Nidal Hasan está marcado para 3 de dezembro. Ele foi condenado por matar 13 pessoas, ao abrir fogo em um centro médico da base militar de Fort Hood.

As Nações Unidas (ONU) classificaram nesta sexta-feira (9) como “repugnante” o plano dos EUA de transmitir ao vivo a execução de Nidal Hasan, atirador que matou 13 pessoas na base militar de Fort Hood em 2009, e afirmaram que isso poderia constituir uma violação das proibições contra a tortura.
“Esse tipo de execução pública que temos visto em outros países, seja no Irã ou no Afeganistão... pode constituir uma forma de tratamento ou punição cruel, desumana ou degradante”, afirmou o porta-voz da ONU Stéphane Dujarric durante uma coletiva de imprensa diária da ONU, em Nova York.
“Transmitir ao vivo equivale a torná-la pública e pode constituir uma violação da proibição contra a tortura”, disse ele.
“Um governo executar alguém em público, ou diante de câmeras ao vivo, francamente, é repugnante.”
Hasan deve se tornar a primeira pessoa a ser executada por um pelotão de fuzilamento das Forças Armadas dos EUA desde 1945. A execução está marcada para 3 de dezembro na mesma extensa base no Texas onde Hasan abriu fogo com uma arma em um centro médico.
